ANFIP e Agência Servidores promovem transmissão sobre medidas tributárias

O vice-presidente de Estudos e Assuntos Tributários da ANFIP, Cesar Roxo Machado, e o assessor de Estudos Socioeconômicos, Vilson Romero, participaram de debate on-line, nesta segunda-feira (6/4), da Agência dos Servidores. Com moderação do jornalista Sergio Lerrer, e transmissão ao vivo pelo Facebook e youtube, os Auditores Fiscais apresentaram propostas para saídas da crise, provocada pela pandemia de Covid-19, e alternativas financeiras para o governo, em função do aumento de gastos públicos que deve ocorrer nesse período.

“O governo tem que ajudar as empresas e ajudar a população. Isso faz com que a União se endivide e esse é o grande problema. Aqui é que nós apresentamos soluções. As entidades dos Fiscos se reuniram e deram soluções para aquilo que compete a elas, que tratam sobre tributos”, explicou Cesar Roxo, que integra o grupo de trabalho que formulou 10 propostas emergenciais para o enfrentamento da crise econômica. O documento foi apresentado em conjunto por ANFIP, Sindifisco Nacional, Unafisco Associação, Fenafim, Fenafisco e Febrafite (saiba mais aqui).

Cesar Roxo ressaltou, ainda, que a ANFIP, já há algum tempo, vem estudando o sistema tributário brasileiro e verificando suas mazelas, como a regressividade do modelo de impostos, que concentra renda e produz desigualdades no país. “Agora, com essa crise que está assolando o mundo, nós usamos essas propostas para tentar fazer alguma coisa útil nesse ano, propondo para o governo algumas soluções emergentes. Inicialmente, fizemos um trabalho conjunto com a Fenafisco e o Instituto de Justiça Fiscal. Agora, todas as entidades do Fisco, tanto Estadual, federal e Distrital, fizeram um documento mais amplo de propostas tributárias para ajudar o país a sair dessa crise”, relatou o vice-presidente da ANFIP.

Já Vilson Romero demonstrou preocupação com a falta de respostas do governo nas questões envolvendo o atendimento à sociedade. “O Ministério da Saúde assinou uma portaria dizendo que estávamos entrando em um estado de calamidade pública na área da saúde, em 3 de fevereiro. Quase um mês e meio depois, o Congresso Nacional aprovou o Decreto Legislativo nº 6/2020, declarando estado de calamidade em todo o Brasil. Nesse meio tempo, foi uma enxurrada de medidas, mas, ao fim as coisas não se resolveram ainda. 60 dias depois e não chegou o dinheiro “na ponta”, criticou.

Para ele, a situação atual reforça a bandeira histórica da ANFIP e das entidades do Fisco no sentido de manter uma Seguridade Social sólida, solidária e justa. “Se tivermos saúde com bastante recursos, assistência social garantindo a redução da desigualdade e uma Previdência forte, que garanta dignidade ao trabalhador e ao servidor ao final da vida laborativa, nós com certeza teremos um Brasil melhor”, defende Romero.

(Confira a íntegra do debate no site www.anfip.org.br.)